Uma mente ansiosa em crise de ansiedade

Eu desisti do último texto.
Eu larguei o inglês de novo.
Eu quase chegue lá. Quase...
Eu não fui firme na dieta.
Eu paguei a academia e não fui malhar.
Eu corri, corri, cansei e não cheguei.
Eu gostei um tempo do que vi.
Eu cotei a viagem dos sonhos. Não fui.
Eu discursei o que sempre acreditei. Não me ouvi.
Eu me motivei. Eu estraguei tudo.
Eu alcancei. Eu não sei onde coloquei.
Eu me encontrei. Eu me perdi.

Medo de sentir o medo que me amedronta.
Angústia de não sustentar o castelo que construí com tanto suor.
Não gostar do que se vê e ainda assim, carregar pra cima pra baixo. Prisão na própria sombra.
Não achar que nada é suficiente.
Pior
Não me sentir suficiente pra nada.
Pra ninguém.
É
A gente é assim
Aliás, tem gente que não é. Admiro.
Mas eu não era. Eu também admirava.
Aí quando desmorona, a gente vê que ninguém é sempre a mesma força.
Energia em mutação.
Ser humano em construção.
Em queda.
Em ascensão.
Mas em constante transformação.
Amanhã posso escrever algo pra te entreter, uma prosa que te faça rir.
Ou talvez eu não esteja aqui.
Não dá pra garantir.
Mas também não dá pra parar de pensar.
De planejar.
Essa caixa encefálica não desliga.
Da pane, oh se dá.
Mas N-Ã-O D-E-S-L-I-G-A.
Um café.
Uma musica batida, que me transporte pra algum lugar seguro dentro de mim.
Barulhos estranhos no meu quarto. Engraçado, eles me atormentaram.
Agora eu já não ligo.
São companhia.
Uns versos soltos, sem pretensão alguma de serem lidos.
Mas se forem, se veio até aqui, obrigada!
De alguma maneira isso me faz bem.
Quem sabe mais uma dose?
Tomara.

Vick Vital
15/07/2018

Postar um comentário

0 Comentários