Prosa

Delírios que me leva ate você!

12:17

Delírios que me leva ate você! Buscas constantes de outra aurora . Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna:- ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença do "Bom dia", quase que sussurrados.


Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. 

Delírios de prazer não teria sentido. Busca a tal “alma gêmeas ” onde esta tudo que nos leva a acreditar que o amor cura e sara tudo!! Tanto na carne como na alma. Todos os desejos e loucuras guardados num baú a sete chaves será!!

Rosy CSC

Francisco Heraldo

Minha Terra tem pessoas

11:21

I

Minha Terra tem pessoas
Tem poemas
Siriemas
Tem concreto campos tem jardins

Minha Terra tem pessoas
Árvores e arvoredos
Mulheres e seus segredos
Sonhos fomes  muito medo
Minha Terra tem quase tudo

            II

Minha Terra não é só minha
Nem eu sou apenas dela
Com suas ruas barracões favelas
Sou parte de um todo esquecido
Não me esqueço
Do amor do desvalido
Sou parte sou todo
Eu e Ela

Minha Terra tem pessoas
Esquecidas
Eu o amor e Ela
Nas janelas
Nas panelas
Medo que habita em mim.

Francisco Heraldo

04/03/2017


Claudinei Soares

Acho

10:23

A chuva batendo no teto
Escapando de nuvens rasgadas
Que mostram o entardecer
Através das roturas ardentes
Estou em casa
Minhas irmãs falam alto e brincam
Minha sobrinha prepara um jogo
Minha mãe apresta o jantar
Estou em casa
E sinto a paz
Como se tivesse
Voltado da guerra.

A chuva canta
Canções de ninar
E sinto a alegria
De estar com a família
Que é das alegrias
A mais preciosa.
É como se voltasse
Da travessia do mundo
É como se voltasse
De desertos distantes
Egresso das agruras
Da carne e da alma
Estou em casa e a salvo
Tudo agora é passado
No colo de minha mãe
Eu pranteio a jornada
Vazia da vida
Distante do lar
Estou em casa. Estou em casa
E posso chorar
Acho que não consigo
Acho
Que não
Consigo

Não.

Acho que estou feito um mundo
Redondo geóide plano
Justo injusto cruel amantíssimo
Preso num mundo em tudo igual
Apenas maior. Muito maior.

Acho que não consigo
E quando consigo sofro
E quando sofro quase morro
De ser como quem não liga
Não tenta compreender.

Meu compromisso com a verdade
Não ignora a possibilidade
De eu não saber a verdade.

Acho que não consigo
Ser o macho alfa.
Nem a versão beta.

Acho que não consigo
Ver pela perspectiva do economês
Nem me botar no lugar do outro
Nem deixar na mão de Deus
Nem perguntar para Jesus

É tanta opção furada
E verdade vendida
Que prefiro a abstenção
(Não há mais espaço para a tolerância).

No beco da impossibilidade
Uma frase na parede me alerta
Que não há retrocesso ou avanço.

Acho que não consigo mesmo
Continuar nessa farsa
Acho que não consigo
Mais negar meu interior.

Acho que fracassei
Me perdoe por isso
por não sentir a derrota
Por não me sentir no dever
Por ignorar o prazer
E na mesma medida a dor

Claudinei Soares

Francisco Heraldo

Voltei e prometi

09:30

Voltei e prometi
Que não vou partir outra vez
Não vou mentir
Errei e paguei
Por tudo que eu fiz em vão
Me arrependi
E voltei pra lhe pedir perdão
Me aceite então
Meu coração
quer parar de sofrer
E só você
pode me dar a paz
Que eu perdi
Abra os olhos
E amoleça o coração
Eu voltei
pra lhe pedir perdão
Por tudo que fiz
Tentando ser feliz em vão
Minha felicidade é estar aqui
Novamente nos braços seus

Voltei e prometi
Que não vou partir outra vez não
Não vou mentir
Errei e paguei
Por tudo que eu fiz em vão
Voltei
porque somente ao seu lado
eu fui feliz
Preste atenção
Voltei pra lhe pedir perdão
Meu corpo foi
Mas deixou meu coração
Voltei para ao seu lado ser feliz mais uma vez.

Francisco Heraldo
27 / 02 / 2017