Claudinei Soares

Cinzas

13:42

Sei como é. Sei muito bem
Olhar para uma multidão
E ver... Ninguém!

Rindo na dor
Se rir convém
Sei como é, meu amor.
Sei muito bem.

Fechar os olhos
Contemplando numa poça
Uma estrela que foi nossa
E no céu deixa um clarão

E ver ao fim
Que o destino fez sua arte
Poça fica- chuva parte
Vai-se o sonho - e a estrela não...

E ao fim de tudo
Quando cessa a brincadeira
Vai lembrar-se a vida inteira
Do sonho que não viveu...

Na cinza fria
Minhalma outra vez caminha
Segues só-porque eras minha
Sigo só - porque era teu!

Claudinei Soares

Poetrix

Mundo colorido

16:08

Da janela do seu quarto
um mundo multicolorido
meia volta e a beleza se desfaz.

Murillo Kollek
22/06/2015

Rosy CSC

Jogou a toalha

15:17

Não há eu sem você nem você sem mim pode acreditar nisso , eu me pergunto! Até quando eu vou me permitir isto... 

Senti tão grande dor de amor por você pois este sinal que está me dando ou seja me demostrando é de quem jogou a tolha .

Desistiu de mim tão fácil assim do mesmo modo com quem chegou na minha vida foi embora como a brisa de outono , sem perceber deixei você passar por mim senti você chegar , mais sentir mais ainda vendo você partir pois me sinto nua sem roupa sem tua proteção , fico despida diante... 

Da dor do sentimento que ficou, só o teu olhar em meu corpo despindo minha alma, que clama por teu carinho distante é ausente da tua nobre presença virtual em mim é o que restou. 

Aceita que a luz que me acendeu teus olhos em mim são a mesma que apagou o holofote do teu amor sem medida, por mim acabou agora eu acredito em tempestade de amor momentâneo... 

Evaporou...

Agora junto com você leve para bem longe todo este amor maldito .

Rosy CSC

Claudinei Soares

Lluvia

11:07

Esbatem contra o muro
As águas pluviais
Neste entardecer
Ecoam no escuro
As vozes abissais
Cheias de poder
Murmuram contra os prédios
A civilização
As leis de orgulho e tédio
A velha tradição

Esbatem contra o muro
Banhadas pelo sol
Lágrimas do céu
Verão de vento e chuva
Gotas voando ao ar
Louras feito mel
Protestam contra as calhas
as telhas e os lambris
O que o mundo grita
E o que ele nunca diz
Minando os alicerces
Erodindo os fundamentos
Um dia vencerá
E um fim porá
Nos nossos fingimentos.

Claudinei Soares