Marcelo Souza

Essa vida é o que?

08:28

Essa vida é o que?
O que é essa vida?
Quais eram as coisas antes de nós?
Qual preço dessa nossa evolução atroz?
Riem e caçoam daquele que diz:
"A minha arma é á educação"
Só veem o que o seu medo mostra.
E acreditam que o medo é á solução.
O medo, esse medo não é nada complexo.
É extremamente simples de entender.
Eles matam por medo de perder.
Querem discutir sobre a sociedade, mas não receberam se quer um não em casa.
Reprimem os próprios sentimentos em seus interiores, que são consumidos por vermes, e em pouco tempo são os próprios vermes.
Como perder aquele que cuida do meu jardim, aquele que dirige meu carro, aquela que atura a falta de educação dos meus filhos.
Quantas empregadas domésticas, não foram estupradas pelos filhos de seus patrões, não sei a resposta, o que eu sei, é  que muitas, nesse caso, são submetidas a processos abortivos.
Em nome da soberania de um nome sujo.
Quantas peles seram marcadas por suásticas?
Quantos mestres morrerão?
Quantas vidas não serão destruídas?
Em prol da vida?
Incoerências.
Violência.
Quantos senhores de escravos não estupravam por prazer suas escravas.
Quantas mulheres não foram humilhadas, em quanto viam monstros tirarem suas fardas.
Pode se repetir a história.
Eu saberei de que lado estar.
Podem querer ser á última voz.
Terão de me calar.
Podem meu corpo violarem, podem feridas fazerem em minha carne, mas meu espírito estará intacto, e o ódio daqueles que não foram amados e são incapazes de amar, jamais manchará meu ser.
Gritarei até o meu último átomo ser destroçado, e não serão gritos de dor.
Não desejarei que alma alguma vá para o inferno, exceto a minha, para olhar na face de lucifer, e dizer:
"Irmão, largue tudo que se foi, e volte para luz, não tenha vergonha de ter pelo caminho errado, andado, se arrependa e saiba que esteve errado, Jesus, nosso mestre e irmão, perdoará os seus pecados."

Marcelo Souza

Claudinei Soares

A frase escolhida

07:33

A frase escolhida
Nada elucidou
O remédio mais forte 
Não segurou a dor
Carícias na rosa
Soluços sem ninguém
Marcho pra salvar-me
Se a salvação não vem

Nada faz sentido
Além do que lhe dou
Não há mais mistério
Exceto no meu ser
Venha correnteza
Contigo lutarei
Sem sonhar vitória
Sem medo de perder

A vida que resta
O sol de amanhã
O pão de cada dia
As crenças e as leis
Diga que me abraça
E isso me bastará
Diga que esses porcos
Não são os nossos reis

O homem está para a vara
O peixe para o anzol
As perspécticas
Não são modos de ver
Diga que agora
Eu sou o seu amor
E não interessa
Se vou deixar de ser

Claudinei Soares

Francisco Heraldo

A noite é escura

09:51

A noite é escura
E o medo abriga
Fantasmas de um passado
Tão presente

O outdoor
Não anuncia
Não anunciará
Os hematomas
Noturnos
Pelo corpo

Gritos
Ranger de dentes
Não haverá ouvidos
Que nos ouça
E fechados os olhos
A dor
Parecerá inexistente.

Francisco Heraldo

Bruna Berardi

Quais são suas intenções?

09:55

Rola, 
Dados dispostos.
Lançados ao ar.

Cartas marcadas.
Façanha.
Blefe, 
Cuidado, custa caro.

Se gaba de lá, 
Estufa o peito:
Respeito! Sou mesmo é sujeito!

Na mesa,
No congresso.
Vê o retrocesso?

Tomou, tragou e sem pigarrear:
Quais são suas intenções?
"Hora, tolice! Mande a próxima!"
Assim, se gaba de lá.

Uns tantos mais de cá,
Sim, eu também não acredito.
Uma vez disseram que eles eram mesmo assim.

Se voltar aos dados, 
Estes cravam em seu outro sentido,
Cada motivo.
Não, ele não.

Bruna Berardi