Turbilhão, furacão, sem visão
Explosão, implosão, sem razão
Desejo dormir, agir, sorrir, seguir
Anestesiada nem mesmo posso sentir
Eis uma ideia, uma pulga traiçoeira
Me puxou e caio como numa ratoeira
Lâmina afiada, platinada, delicada, cobiçada
Traz finos traços aos pulsos, agora estou atiçada!
Fino metal com poder de sangrar
Que por leves cortes vem consagrar
O ritual anterior ao dilúculo da dor
O preço do qual não possuo nem fiador
Se resvala o pudor, deixa a insanidade
Consciente, me chega a lembrança da verdade
Aquele amigo querido não quero ver sofrer
Freio a lâmina da minha dor, vou escrever.
Me disseram que o amor é forte como a morte
És por ti, amigo meu, que busco ser forte
Pois na dor maior comigo permaneceu
Enxergou como harpia, muito além do meu eu
Uma gota de sangue no papel seria belo
Se não fosse cruel essa dor para quem anelo
Feiticeira, agonia em palavras vou transformar
Nos escritos agora despejo meu descalavrar.
Kerley Nancy
Explosão, implosão, sem razão
Desejo dormir, agir, sorrir, seguir
Anestesiada nem mesmo posso sentir
Eis uma ideia, uma pulga traiçoeira
Me puxou e caio como numa ratoeira
Lâmina afiada, platinada, delicada, cobiçada
Traz finos traços aos pulsos, agora estou atiçada!
Fino metal com poder de sangrar
Que por leves cortes vem consagrar
O ritual anterior ao dilúculo da dor
O preço do qual não possuo nem fiador
Se resvala o pudor, deixa a insanidade
Consciente, me chega a lembrança da verdade
Aquele amigo querido não quero ver sofrer
Freio a lâmina da minha dor, vou escrever.
Me disseram que o amor é forte como a morte
És por ti, amigo meu, que busco ser forte
Pois na dor maior comigo permaneceu
Enxergou como harpia, muito além do meu eu
Uma gota de sangue no papel seria belo
Se não fosse cruel essa dor para quem anelo
Feiticeira, agonia em palavras vou transformar
Nos escritos agora despejo meu descalavrar.
Kerley Nancy

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