Ausência do toque
Beijo proibido
O mundo visto pela janela.
Acendo um cigarro
Penso na vida
Dói! Mas dói mais quando é com a gente.
As ruas desertas
Fome bate a porta
O inimigo é invisível
Mas nem por isso inexistente
Dói! Mas dói mais quando é com a gente.
Crianças em casa
Idosos teimosos
A vida e seu novo contorno
Dói! Mas dói mais quando é com a gente.
Penso em meus amigos
Sorrisos nervosos
Abraços confortantes
Tempos distantes
Lembranças saudosas.
Se pudesse chorar
Seria um novo dilúvio?
Dói! Mas dói mais quando é com a gente.
Francisco Heraldo – 24/03/2020
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