Não quero mais falar de amor, de dores, vazios, desilusão
Não quero mais falar de sol, de lua, mar, coração, ou mesmo solidão.
Meu vício se tornou a madrugada
Escritas que parecem sem sentido
Mas carregadas de sentimentos
Acompanhada do fundo azul na televisão.
Meu vício é ver o passar do tempo
O tic tac do relógio que se acelera ou se demora na madrugada.
Eu agora só quero voar...
Na imaginação e não mais pela sacada.
Não vou mais perder minhas energias com quem não me vê
Não vou mais verter lágrimas constantes, pois não há ninguém para merecer
E o interessante é que talvez esteja me tornando o avesso do que eu era antes.
De agora em diante, eu quero ser assim, desinteressante.
Meu vício agora é segurar o tempo
Meu vício agora é correr atrás da vida que não me esperou.
As lições que ela não me ensinou...
Eu preciso me apressar em me domar, me conquistar, me amar.
Não quero mais depender do amor barato e superficial que oferecem aos montes
Não quero mais nada além de mim
Do amor próprio que não conhecia
Quero conhecer a mulher que lutei para ser.
Meu vício não é mais os traumas e o porquê de cada cicatriz
As lutas passaram e eu as venci!
Não saí ilesa, mas saí inteira.
Meu vício agora é perseguir, persistir em construir cada parte de mim
Meu vício agora é não perder tempo nenhum.
É guardar o amor platônico no baú.
Procurar e desfrutar da felicidade
Por que eu preciso cuidar de mim
Eu necessito amar a mim!!

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