Quando meus olhos foram agraciados Por tão agradável beleza terna Não imaginava quanta dor trarias A essa desvalida alma insolente.
Minha preciosa Srta, a qual aprecio mais que a mim Jamais esperarias teu favor Entretanto, o entregaste com tamanha Singeleza e candura, docemente com Recato e compostura aos olhares curiosos.
Desolado, permaneci inerte quando partiste Nossas almas entrelaçadas nesse amor Como poderiam ser desatadas? Com tua partida, já não somos inteiros
Acabou os discretos sorrisos diários As peraltices de jovens famigerados pela paixão Agora desapareceriam no pó da estrada? Ó irmã minha, por que te perco?
Minha vida tornou-se monocrática A alegria abandonou os lábios meus A cumplicidade se dissipou dos meus dias Dias cinzas eu vivi!
As cartas carinhosas que trocamos Não foram capazes de carregar tamanha saudade As palavras tornaram-se insuficientes Para declarar este bem querer, musa minha
Agora, de um selo quebrado vem as novas de que tu estás a retornar Sinto uma agonia tamanha, suo frio Num misto de alegria, ansiedade e apreensão.
Como nossos olhares de encontrarão? Queria poder ver-te com teus olhos E tu me férias com os meus Conheceríamos profundamente o ardor que nos inflama.
És a mais linda entre todas as donzelas, amada minha Queima meu peito em fúria Do sigiloso fascínio com que me prendes Enquanto eu... Que de te sou devoto, te anelo, venero e ousadamente amo-te.
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