Amor além de mim


Quando meus olhos foram agraciados
Por tão agradável beleza terna
Não imaginava quanta dor trarias
A essa desvalida alma insolente.

Minha preciosa Srta, a qual aprecio mais que a mim
Jamais esperarias teu favor
Entretanto, o entregaste com tamanha
Singeleza e candura, docemente com
Recato e compostura aos olhares curiosos.

Desolado, permaneci inerte quando partiste
Nossas almas entrelaçadas nesse amor
Como poderiam ser desatadas?
Com tua partida, já não somos inteiros

Acabou os discretos sorrisos diários
As peraltices de jovens famigerados pela paixão
Agora desapareceriam no pó da estrada?
Ó irmã minha, por que te perco?

Minha vida tornou-se monocrática
A alegria abandonou os lábios meus
A cumplicidade se dissipou dos meus dias
Dias cinzas eu vivi!

As cartas carinhosas que trocamos
Não foram capazes de carregar tamanha saudade
As palavras tornaram-se insuficientes
Para declarar este bem querer, musa minha

Agora, de um selo quebrado vem as novas de que tu estás a retornar
Sinto uma agonia tamanha, suo frio
Num misto de alegria, ansiedade e apreensão.

Como nossos olhares de encontrarão?
Queria poder ver-te com teus olhos
E tu me férias com os meus
Conheceríamos profundamente o ardor que nos inflama.

És a mais linda entre todas as donzelas, amada minha
Queima meu peito em fúria
Do sigiloso fascínio com que me prendes
Enquanto eu... Que de te sou devoto, te anelo, venero e ousadamente amo-te.

Kerley Nancy e Marcel

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