Me Mate, Não Me Mate

19:18

Arte de Geralt
A cada dia você me mata aos poucos.
Seu olhar de um negro invernal
Que ontem era de um azul veranil,
Pregou minhas mãos tal um herege na cruz.

Meu nome que usavam como troça de um jogral,
Na tua voz soava a lírica como cantavam os trovadores.
Mas teu silêncio ensurdecedor e sepulcral
A sete palmos me enterrou a sete chaves no caixão.

Teu toque me protegia dos uivos outonais por vir
Aquecendo a lareira da minha casa para um dia receber-te.
A ausência dos teus dedos sobre minha pele
Lembrou os solitários porque a solidão é a pena dos desesperados.

Oh, Senhora que no meu imaginário atormentou e feriu,
Perdoai aquele que te ofendeu e que te ofereceu a mão.
Me mate de ternura e paixão se assim minha sentença for;
Não me mate ainda se teu amor por mim perpétuo for.


Adams Damas

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