Olhei pela janela e vi as árvores
que sentiam a chegada da renovação.
Pontilhadas de despedida,
As folhas preparavam a partida.
Mas no ciclo perfeito e infinito
Elas são o marco do novo início.
Alimentam de esperança,
Nutrem até a próxima estação.
O ar úmido,
Os olhos marejados.
Brotou,
Na terra.
No peito.
Ave formosa voou.
Migrou em busca do sol,
Raízes a quem resiste,
Asas a quem quer partir.
Vida de verso em verso,
Faz da palavra, sopro
Esperança,
Solta como pena,
Que trêmula no vento e encontra
Pouso na alma.
Bruna Berardi
BB.art

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