Anamnese


Tem dias que sento em minha escrivaninha
fecho os meus olhos
inclino os meus ouvidos para ouvir meus pensamentos
amores inocentes
amores inconsequentes.

E nos meus devaneios
memórias inauditas
Inquietação persistente
melancolia saudosista.

Lembro de amores correspondidos
assaltantes do presente
peripécias de amor ou da mente
elo do passado.

Coração foi meu algoz
ou meu paladino?
Entre tantas perdas
houve ganhos
entrega de uma vida boêmia
do âmago reverberam sentimentos
sentidos, arrepios na pele.

Sobre a taça de vinho
um brinde a despedida da dor
que se tornaram futilidades no futuro
palavras de amor repetidas
sujas pela ignorância alheia.

Murillo Kollek & Kerley Nancy

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