A sombra de Carmen


Venha sorver menino a última taça de vinho.
Eu avisei para não se meter comigo.
Sou um caminho sem volta e você quis saciar sua curiosidade.
Desde o início lhe disse quem sou: um campo minado de prazer e dor, que não se entrega a desejos fáceis.
Dou-me às ardências das paixões do corpo, enquanto minha alma somente a mim pertence. Eu não me entrego a amores comuns.
Você queria ser meu Rei. Eu sou a sacerdotisa, dona da magia.
Dos amores abstratos, da mais intensa alquimia.
Eu não pertenço a ninguém.
Quero na minha hora. Depois não me importa!
Não perca tempo a sentir minha falta.
Aquele foi o primeiro e último dia de um encontro que não aconteceu.
Perdi o interesse. Queimou rápido.
Seu assunto é frágil e desbotado. Suas lágrimas não me convencem. Não me fale mais como você está, tampouco do amor que sente.
Eu gosto de perigo, da autossabotagem, do inimaginável proibido.
Eu gosto de pagar caro e você não passa de uma história barata, sem medo, sem adrenalina e totalmente possível.

Carmen Dell Roza






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