Vi o vento arrebanhando as nuvens
Numa marcha triunfal entre as montanhas
Carregando água do chão para o céu
Foi o momento mais bonito em dias
Vi a chuva metralhar o para brisa do carro
Num ritmo que soletrava o seu nome
Os minutos viram horas e seu lugar em mim
Continua aberto
O tempo que deslocou pedras titânicas pelo vale
é indiferente a esse respeito.
Eu vi as montanhas e a Serra do meu Ribeira
a terra onde nasci
E me imaginei abraçado à sua pele alvíssima
Num ninho de serrapilheira
Amor é uma presença que desespera
E uma ausência que adoece
Amor é a montanha que acaricia o céu
Revogando num gesto todo o peso da terra.
Sou um pássaro de pedra e meu único vôo possível
É teu abraço, se me deres
Meu canto é a melopeia de uma despedida eterna
As lágrimas nos olhos dos deuses do passado
Sou um peixe de estrelas e meu único Rio possível
É a tua imaginação, se me olhares.
Claudinei Soares
Numa marcha triunfal entre as montanhas
Carregando água do chão para o céu
Foi o momento mais bonito em dias
Vi a chuva metralhar o para brisa do carro
Num ritmo que soletrava o seu nome
Os minutos viram horas e seu lugar em mim
Continua aberto
O tempo que deslocou pedras titânicas pelo vale
é indiferente a esse respeito.
Eu vi as montanhas e a Serra do meu Ribeira
a terra onde nasci
E me imaginei abraçado à sua pele alvíssima
Num ninho de serrapilheira
Amor é uma presença que desespera
E uma ausência que adoece
Amor é a montanha que acaricia o céu
Revogando num gesto todo o peso da terra.
Sou um pássaro de pedra e meu único vôo possível
É teu abraço, se me deres
Meu canto é a melopeia de uma despedida eterna
As lágrimas nos olhos dos deuses do passado
Sou um peixe de estrelas e meu único Rio possível
É a tua imaginação, se me olhares.
Claudinei Soares

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