Sentado num tijolinho
Envolto no véu da noite
Eu sou o poeta que era
Há mais de vinte anos.
Vendo o céu cambiar no escuro
As nuvens e o beijo úmido
Da brisa de tempestade
Acocorado em meus sonhos
Que agora são só saudade
Encarapitado no teto
Diviso a noite sozinho
Meus versos tomam minha forma
Envolto no véu da noite
Eu sou o poeta que era
Há mais de vinte anos.
Vendo o céu cambiar no escuro
As nuvens e o beijo úmido
Da brisa de tempestade
Acocorado em meus sonhos
Que agora são só saudade
Encarapitado no teto
Diviso a noite sozinho
Meus versos tomam minha forma
Sentado num tijolinho
Eu era, faz muito tempo
Apaixonado por tudo
Pelo orvalho
Pela luz, pelas trevas igualmente
Eu era um campo viçoso
De tudo o que ia e vinha
Mas uma erva daninha
A tudo mata até a semente.
Foi assim que me perdi
Nalgum lugar do caminho
E tornou-se tão difícil
Chegar à este local
Embora ele aqui estivesse
A vida toda imutável
Eu me tornei inalcançável
Nas cadeias do meu mal.
Então nunca mais busquei
Virei um outro poeta
Vivi num outro planeta
Sem os sonhos infantis
Deixei de rir e cantar
Deixei se ser e crescer
Descrendo afirmei que crer
É coisa que nunca quis
Mas hoje cheguei aqui
Sem saber que descaminho
Me trouxe incauto e sozinho
Ao meu mundo, ao meu lugar
Ao céu que não peso ou meço
Onde um Deus bom me abraça
Onde o tempo é bondoso e passa
Pedindo perdão por não ficar
Queria eu também, instante
Me postar aqui quietinho
Na borda do tijolinho
Mas sei que não pode ser
Então choro bem calado
E outra vez sonho acordado
Incrível ter te encontrado
Que sorte te reaver!
Eu era, faz muito tempo
Apaixonado por tudo
Pelo orvalho
Pela luz, pelas trevas igualmente
Eu era um campo viçoso
De tudo o que ia e vinha
Mas uma erva daninha
A tudo mata até a semente.
Foi assim que me perdi
Nalgum lugar do caminho
E tornou-se tão difícil
Chegar à este local
Embora ele aqui estivesse
A vida toda imutável
Eu me tornei inalcançável
Nas cadeias do meu mal.
Então nunca mais busquei
Virei um outro poeta
Vivi num outro planeta
Sem os sonhos infantis
Deixei de rir e cantar
Deixei se ser e crescer
Descrendo afirmei que crer
É coisa que nunca quis
Mas hoje cheguei aqui
Sem saber que descaminho
Me trouxe incauto e sozinho
Ao meu mundo, ao meu lugar
Ao céu que não peso ou meço
Onde um Deus bom me abraça
Onde o tempo é bondoso e passa
Pedindo perdão por não ficar
Queria eu também, instante
Me postar aqui quietinho
Na borda do tijolinho
Mas sei que não pode ser
Então choro bem calado
E outra vez sonho acordado
Incrível ter te encontrado
Que sorte te reaver!
Claudinei Soares

0 Comentários