Multidão


Dia a dia nada rotineiro.
Cada lugar observo pessoas absortas em seus pensamentos, alheias ou dentro da Matrix.
Vejo um vai e vem de sujeitos, a lutar contra o tempo, viver, a sobreviver, a existir.
Observo o entorno, vejo pessoas discutindo, sorrindo, chorando, a se interrelacionar ou a sós.
Em dias frios e chuvosos, os vidros dos automóveis embaçam a demonstrar pessoas vivas, pulsando.
No calor, percebo harmonia nas flores e nas árvores; nas pessoas, o sorriso. 
Mas, há quem diga que as árvores sorriem na chuva.
Ao chegar no recinto de trabalho, sinto o cheiro do café tão viciante, quanto a droga que mantém acordada.
No computador, muitos recortes, petições, defesas indefensável e leite de pedra. 
No decorrer do dia, o esgotamento da mente, que invés de criar está presa num banco de dados.
Entretanto, tenho aqueles que me esperam, para conversar ou para ser ouvidos. 
Dotados de objetivos e olhares diferentes a buscar um lugar, enxergar um caminho. Eu sou o acolher, sou ouvidos.
Regresso para o lar. Na cama, minha fiel escudeira aguarda, ela é uma gata! Mais presente do que muitos humanos ao redor. conversa com minha energia e coloca-me a dormir.
Ao final, sinto o cheiro do dia e da noite até desdobrar!

Amanda Gamell


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