É quase natural


Essa confusão
Entre ser e estar
Querer e não ter
Enquanto buscava caminho
Encontrei
Em ti um atalho
Casa sem telhado
Porto inseguro
Nao sou
Tua boneca inflável
Seu ego inflado
Degusta-me, mas
Não me tens
O que quer que eu faça
Não passas
De trapassas
Às favas teu desejo
Por inteiro
Quero alguém ao meu lado
Ainda que seja quebrado
Quem não tem telhado de vidro
Atire-me a primeira pedra
Assim não espero
Nada
Eu dou
Tudo que tenho
Um coração cheio
Não quero copos vazios
Nem champanhe barato
Não preciso
Meu caro
Num bom gole
Espumo de prazer
Aguenta! Não sou dose!
Não me abuse
Não me controle
(Só) do seu jeito
Não quero
Esse porre
Não submeta-me
Não subestime
Não me domine
Nos vãos das minhas pernas
Sou água que escorre
Nos vão dos teus dedos
Não me tomes!
Engole-me, se puder!

Amanda Gamell
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