Nem como de existir vou cessar
O universo inteiro
Ante meus olhos sem se explicar
Silêncios
Distâncias
Suas lágrimas tão quentes
Estranho
Eu te abraço forte
E vou diminuindo
De tamanho
Nada sei, nada sei
Não tenho meios para explicar
Deuses mascarados
Talvez sejam meus medos
Meço o cosmo todo
Conto as horas nos dedos
Falo do que é óbvio
E me censuram
Porque é segredo!
Não sei como falo
E calo a sinfonia de amar
Soterrando com palavras
A essência de imaginar
Não sei como sei que
É imensa a extensão do que ignoro
Meu tempo está acabando
E eu sinto
E sentindo eu choro.
Tudo se transforma
E especialmente o que é real
Fico só na sala
E vão todos embora
Tranco minha porta
E cai chuva lá fora
Escrevo um poema
E imploro que chegue a aurora
Não sei descrever
Não sei como expressar
Seu abraço quente
Faz meu corpo tremer
Seus
Olhos entre lágrimas
Eu eu queria dizer
Mas
Pinto uma miragem
E te aponto para esquecer
Claudinei Soares

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