Poema em proparoxítona

Eu a vi e lhe achei o máximo.
Não vi seus detalhes mínimos.
Me envolvi assim tão rápido.
Me afoguei em seu lago profundo e límpido.

Meus dias ficaram lúgubres,
E as vidas melancólicas.
Segui por vias fúnebres
E enchi seus rios com lágrimas.

Meu corpo se tornou ínfimo.
O vazio preencheu meu íntimo,
E no abismo íngreme
Me atirei: um pássaro.

Francisco Heraldo 
24/08/2018

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