Praia do coco

Na penumbra noturna,
a alma fala, 
o cigarro ocupa a boca,
sem espaço para palavras.

o violão afaga a discordância
do prazer e da infame realidade.
a água do oceano, batia em nossos pés.
trazendo-me a sensação da infância.

a sensação de sorriso fácil,
olhar sincero.
sem conceitos, nem pré.
ser, e seguir sendo, indócil.

a melancolia contemporânea
o start para a insanidade é o capital
mas eu já sou crescido e não alimento-me com o mal.
já não temo os monstros da penumbra noturna.

pois eles não estão só lá.

Marcelo souza

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